POESIA DE ALEXANDRE FERREIRA

Aluguei esta casinha pequenina sem telhado e sem paredes... toda ela uma janela aberta ao mundo. Cada visitante que aqui vem, ao sair não se esqueça de levar o meu muito obigado, o meu abraço o meu beijo ......O meu C A R I N H O

sexta-feira, setembro 18, 2015

Bem-me-quer/Mal-me-queres

Mal-me-queres, bem-me-queres
Não define a minha vida
Guio-me pela verdade
Há muito tempo aprendida.
Tudo que possam pensar
E que seja a meu respeito
Perdão por vos não agradar
Mas é uma; causa-efeito.
Ao resto do mundo: Só digo
Continuem a ser como são
Falhas? - todos nós temos
Para isso existe o perdão.


A.F.


domingo, dezembro 07, 2014

O tempo passa, a vida foge.
O amor acontece, e premeia 
Saudade! mora  nos corações.
Ontem eu amei
Hoje eu amo, e amanhã?
com certeza também amarei
Amo a vida e muito mais
Amo tudo que me fez cresecer
Mesmo que algumas vezes ela
me tenha ensinado, lágrimas e dor
Tu e todos são seres de luz 
Eu, um ser de luz e de "Amor"
A.F.

sábado, junho 21, 2014

Retiro


Hoje, hoje não me apetece poesia
não quero rimar, nem sequer ler
fotos eu também não quero ver
o que eu quero mesmo fazer?
- até caladinho eu vou ficar
as palavras que proferir
ninguém as vai entender
a idade e a preocupação
tomaram conta de mim
mas não se preocupem
todos temos dias assim...
A.F.

quinta-feira, maio 08, 2014

A cancela meia aberta, meia fechada
Aguarda-te ou despede-se encravada
Contempla-te na chegada ou partida
Aquela velha cancela que é tua vida
A mim, só transmite tranquilidade
Lembranças que amontoei na idade
Fica dúvidas, se um dia se vai fechar
Não importa nada o que eu penso
Importa sim, as histórias que contar.

A.F.
07.05.2014

quarta-feira, janeiro 29, 2014

CARAPUÇA

CARAPUÇA

Sobre ti
SERÀ QUE
Tu és feita de
Sonhos interrompidos?
Casos despercebidos
Ou amores mal resolvidos...
És feita de
Choro sem ter razão!
Pessoa errada no coração
E atos por impulsão
Sentes falta de
Lugares que não conheces
Experiências que não vives
E de loucuras que até esqueces.
Eu digo que tu és
Amor e carinho constante
Distraída! - até bastante...
Não paras por um instante
mesmo comigo a ajudar.
Ainda Deves ter
Muitas noites mal dormidas
Perdeste pessoas muito queridas
Cumpriste coisas não-prometidas
Muitas vezes tu
Desistis-te mesmo a tentar
Pensáste em fugir
Para não enfrentar
E sorrir para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
Com os
Conselhos que eu te dei
Lugares em ti
onde não cheguei
Aqueles que até pensei
E coisas que eu te falei
Na ajuda que acreditei
Tenho fome de viver
Mas continuo a dizer
que devemos todos
viver e aprender....
O meu conselho para ti hoje é;
Não corras atrás do nada
não se perde um jogo numa só jogada
Deixa o que te faz mal para trás e faz-te à estrada.

A.F.

Respostas do tempo

Respostas do tempo




Procurei-te por todo lado
Até debaixo das pedras eu te procurei
Acabei desgastado, mesmo sem resultado
Vou continuar e levar a procura a cabo
Pressistência é minha sina, nasci assim
Espero que o malfadado tempo me compense
Uma resposta positiva ele tenha para mim
Porque pressistência no amor é comigo...
Chegou a noite e ainda estou sozinho
Um novo dia chegou e nada de novo acontece
Sou pressisntente! Cada um tem o que merece
Vagueio entre portos e novos conhecimentos
Sinto o teu cheiro por perto mas escondido
Bate mais forte o meu coração defraldado
Sou presistente e ainda não fui compensado
Mas a saudade do pssado, ainda mexe comigo
As portas fechadas atrás ensinam o presente
Desconheço, tenho medo do desfecho eminente
Mas estou aqui sinto que estou na tua mente
sem ser compensado.



A.F.

Aqui vos deixo mais um poema de um amigo vizinho.
 Vivemos isolados num lugar, algures da cidade
entramos e saímos diáriamente, ano após ano e é claro
que a boa educação nos leva ao obrigatório, bom dia, boa tarde
abrir a porta por cortesia. Até que um dia sem pressas nos leva
a uma conversa de fugida no hall da escada! outro dia na calçada.
 Até que percebes o quanto tens em comum! - ele (Sr florival) e eu
o Alexandre, gostamos de nos aventurar poeticamente. ele, sem
sombra de dúvida com um maior conhecimento literário. eu mais pobre
mas não menos entusiasta.
 Este já é o segundo poema que partilho, devidamente autorizado.
 


sábado, novembro 09, 2013

Páscoa de 1968/69

Depois desse portão se abrir
Começou uma nova aventura
Descobri que para além dele;
Um outro mundo me esperava
Não era tão seguro como este
Mas soube como lutar e vencer
Só tive de esperar algum tempo
Ao sair, tinha sete irmãos...
O meu pai tinha emigrado
Já passaram por aí uns 47
Lembro vagamente deste dia
E parece-se tanto com o agora.



Nesta epoca 
Ainda se desconhecia o STRESS
A era da tv tinha chegado
A minha mãe continuava bonita 
Mesmo depois do setimo filho.
O meu pai parecia nosso irmão
Grande pai e maior mãe, ainda 
 Abençoados manos e manas. 
É tão bom pertencer a esta familia. 

quinta-feira, julho 25, 2013

OH VIDA DE CÂO



Mora aqui a certeza
De um povo empobrecido
Governado por políticos
Que nos sarnam o juízo



Decidem tudo na calada

Fazem leis sem questionar
Coadopção foi permitido
Sem seu povo perguntar



A adopção de uma criança

Não é nenhuma brincadeira
Ser educado só por homens!
Fica marcada a vida inteira

Na pré-escola já começa
Crianças podem ser cruéis
Se respondem às perguntas
Que são filhos de dois pais



Depois existe a questão

Porquê a desigualdade?
Se a casais hetero é não!
E para o homo, facilidade



Isto é algo que me perturba

E não consigo compreender
Pelo andar da carruagem?
Que mais nos irá acontecer?



Toda a vida foram oprimidos

Mal entendidos e julgados
Agora auferem de igualdade
Tornaram-se mais arrojados!



Já não tem de se esconder

Pelos vistos isso não basta
Depois de milhares de anos
Foi permitido uma nova casta.



É a ciência moderna

Mas o caso não é para rir
Pelo andar da carruagem
Até os homens vão parir



A.F.

25/07/2013

domingo, janeiro 13, 2013

Quase confuso





Quase confuso

Mas confuso pode ser a mente. 
A de cada um de nós, moribundos
Insinuando os confins da vida, 
Ou de uma estação simples 
Tanto, quanto a vida o pode ser.
Pode ser a morte!
Tão calada como o silencio
tão fria e desconcertante
Pode ser Sábado ou Domingo!
Resumido; - Nada importa
Reina a igualdade do após
Do após viva ou morta.

A.F.
12-01-2013

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Fui atropelado pelo que não existe
Disse o polícia quando me fui queixar
Ainda ia preso, disse o sargento
Se insistir em os querer enganar
Saí coxo e de braço partido
O olho negro, não podia usar
Um hospital! - Tinha servido
Não fosse o taxista, se recusar
Mas que merda de pais é este?
Onde todos acham, saber melhor!
Pu…. -Que-os-pariu, Peço desculpa
Mas não é deles: - a minha dor…
Assim fo…do É que não vou para casa
ALGUÉM ME AJUDE; - pus-me a gritar
Alguém me ouviu, e logo deitou a mão
Mas não ajudou, por querer ajudar
Esticou a mão, que segurava a arma
Pôs-me em sentido para me roubar.
Cara……., que porra de gente é esta?
Até a dignidade já começa a falhar
Leva-me carteira e ouro seu ladrão
Que eu já nem te posso entregar
A justiça Do país! – Ela anda a falhar.
A.F

sexta-feira, novembro 30, 2012

Hoje tenho o prazer de vos deixar com um poema da autoria de Florival C.
 Na época que corre, politicamente; Feliz por saber que os Portugueses ainda zelam pelo património.
 Bem haja amigo Florival...

sábado, setembro 08, 2012





Existem almas manchadas por ai
Promessas feitas e não cumpridas
lágrimas amargas choradas por ti
Em rostos de vidas não vividas...

Tem por ai sacos cheios a esbordar
De promessas que mudam nossas vidas
Tem mil palavras doces de encantar
Adesivo curativo de nossas feridas

se minha alma enrugada e vazia
que um dia luzia como uma flor
fosse ela capaz de se manter fria
A tuas passadas promessas de amor.


quero o brilho negro de teus olhos
Quero tocar na tua alma com alegria
Tanta coisa tua que eu ainda quero
Tanto segredo tens que eu não sabia

Quero o brilho negro de teus olhos
o teu amor são nuvens de algodão
Ainda é por ti amor, que eu espero
Se me perguntas amor se eu quero
Eu esperei escrevendo-te esta canção

A.F

domingo, agosto 19, 2012

SEREI?



Sou de mais valor que outros!
Cada um sabe e decide por si. 
Ser o mais feliz neste mundo! 
Sem: nunca ser superior a ti 
Como se mede toda felicidade?
 - Há casos chamados de dor - 
Como será medido esse valor? 
Há coração que morreu enganado 
Cabeça perdida - por ilusões - 
Há promessa que devemos evitar 
Contradizendo os ensinamentos 
Escutar sempre nossos corações.
 - Então - Já escutaste o teu? 
Se queres ser feliz como eu; 
Não te compares com ninguém 
Cada um; - é igual ao que tem 
Vergonha é feita de comparação 
Ninguém foi feito por si mesmo! 
Muito menos nos fazemos há mão.

 A.F. 

 19.08.2012

domingo, agosto 05, 2012

Amália/ La Féria

Predomina o cabelo branco 
No Politeama cheio de gente
Contam-se lindas histórias 
De olhos postos na frente 
O tema! - É nossa Amalia 
É fado, poseia, ditadura 
Relembrar todo um passado 
Do país doente e sem cura 
La Féria! sempre Lá Féria 
Mais uma vez surprendeu 
Por momentos nos lembrou 
De tanta gente que morrendo
Não morreu...
 A.F.

quinta-feira, agosto 02, 2012

quinta-feira, julho 19, 2012

Sem muitas palavras

Chegou educado, bem falado.
 Demorou pouco tempo a quebrar o gelo
Até que enfim! - vou falar com alguém
Se me for permitido, colocar uma questão
Pior que pulga atrás do ouvido.
 Hoje vou dissipar uma dúvida antiga
E o tema é; - só podia ser religião...
 Polemico ou não! A hora chegou.
 A resposta surprende, podia ser pior
Mas atendendo ao tema (bom Português)!
Vou manter  segredo,  continuar a acreditar
Que apesar de pequeno, insignificante! talvez.
Não morre em mim a esperança de um dia;
Ver mudada, uma frase com espinhos.
Um dia tudo muda. - haja esperança.

Meus agradecimentos ao senhor Pe
Álvaro Teixeira

O silêncio da palvra proibida de expressar
Ainda fura a barreira e consegue elucidar
Não é preciso ser falada, palavra abafada!
Na hora do perigo, até o surdo escuta...
A.F.

e consegue

segunda-feira, julho 09, 2012




Nascem esperançosos no meio do nada
Feitos ao sabor de amor desprevenido
Uns; Muito amados. Outros; Abandonados 
Depois encontrados e dados, ou vendidos 
Comprados? - com sorte talvez adoptados!
- Quase ninguém pergunta; será correto? 
- Amor! - Amor não é para aqui chamado.
 Ainda existe alguém que diz;
- Feliz da criança que encontrou alguém!
 Como se ela fosse objecto, de ninguém...
 Esquecem-se que todas nascem de um ventre
Nenhuma é parida  pelo recto! - mas perto.
- São seres humanos com valor igual ao teu
- Mas que por motivos diferentes: se perdeu.
A.F.

sábado, março 03, 2012

Hiato de Alexandre Ferreira


Ele tinha tantos amigos. 
Morreu e partiu sozinho.
Os quatro que suportavam seu caixão,
Foram pagos previamente.
Partiu na esperança de que
Anjos o viessem esperar e receber. 

Nada aconteceu...
Um escuro, um silêncio e muito frio.
Mas tudo lhe passou ao lado. 
Foi sempre assim,
Também foi essa a razão 

De sua partida antecipada.
A morte é a ultima lição que desejamos. 
Lembrem-se, não é a vida que nos ensina!
Somos nós que a pensamos 
Um segundo antes de cada passo que damos...

  A.F.

domingo, fevereiro 26, 2012

Sinceridade-versus- Desonestidade



Esta manhã acordei com um pensamento
Peguei no telemóvel e escrevi; 
O tamanho da ingenuidade 
no conquistado!
É sempre igual ao tamanho 
Da falta de sinceridade 
Do conquistador.
No entanto aconselho 
Acreditem sempre no amor...

A.F.
Tenho a certeza que nos meus pais
Só houve amor...
Foram e continuam a ser um exemplo
Para mim.
Amo-os MUITOOOOOOO

terça-feira, janeiro 10, 2012

AMIGO

Olha, não me apetece mais ouvir 
Não quero sorrir nem cantar 
Não quero ouvir vozes de rancor 
Não quero a chuva nem o sol 
Não à fome, frio, dor? Sim, dor 
O mais grave? - Falta de Amor... 
Olha, chamam-me de mal-encarado 
Chamam-me de ruim, malfadado... 
CHAMAM COM TODAS AS PALAVRAS.  
Falam de mim, sem de mim nada saber 
Falam de nós. Não de ti! De ninguém.
Eles falam... Vozes que não se calam... 
São mesmo assim! Falam por falar 
Vozes impunes de amigo. - Porquê eu? 
Eu já desisti, desliguei a tempo.
Revolto. - Embrulhei-me no vento  
E deixei-me voar. 

Autor; Alexandre Ferreira

quinta-feira, novembro 10, 2011

LIVE




 Olá
Acabei de me sentar aqui
Vim para saber se cá estiveste
Vim cá porque senti saudades
Por tantos motivos eu podia vir cá!
Mas vim por ti, por tu que me lês...
Talvez tenha vindo para agradecer
Ou será que é a saudade de escrever?
Francamente não sei.
Ao certo nunca o vou saber
Mas vim para me reler e li.
Obrigado a mim mesmo 

 Apetece-me inventar palavras
Ocorre-me algo que vi hoje
Enquanto almoçava, eu vi
Olhei pela janela e chovia
Mas um coração de rosa!
Sim, um resistiu à chuva
Então pensei; 
 A minha rosa de Inverno
Que no verão desabrochou
Passou o Outono a esperar
Pela Primavera que passou.
 Voltei ao meu trabalho a pensar
Será que me vou esquecer?
Do que me ocorreu ao almoço
E não fui logo escrever...
 Assim sou eu, imperfeito!
Com a veia poeta a arder
Há procura de algo diferente
Com que me possa surpreender.
 Um abraço 


quinta-feira, outubro 20, 2011

AUDIO DO POEMA LESBIAN

001isabel lesbian.wma - O 4Shared - compartilhamento músicas e mp3 - baixar  - 001isabel lesbian.wma

sexta-feira, setembro 16, 2011

RIKIXIU

RIKIXIU

 Como se pernuncia o disparate?
Inventar palavras não é arte?
É astúcia do leitor!
quando confrontado no amor
se vê obrigado a esconder!
Inventa palavras de amor 
que outros nem as saibam ler...

 RIKIXIU soa a quê?
nem parece Português!
Silavas! São elas três
tem de ser mesmo assim...

Se é porque faz sentido
porque soua bem ao ouvido
tambem é facil de decorar
Então está escolhido
novo simbolo do verbo amar

RIKIXIU ou I´love you
Eu te amo ou LIebe Dich
Se j´teaime mal escrito!
que importa o que se diz?
RIKIXIU fui eu que o fiz
RIKIXIU é so + 1 grito

Inventei-o só para nós
só mesmo nós vamos entender
podendo gritar a ceu aberto
que nem mesmo o mais esperto
sabe ao certo o que quer dizer!

Se fores a net à procura
repara que não existia
Até agoogle tão esperta
Com certeza vai ficar Alerta
e introduzir no seu visual
Antes que a concorrencia
chegue primeiro, e mostre 
palavra ao mundo inteiro
é que nem soua nada mal.

RIKIXIU, RIKIXIU! Eita 
RIKIXIU mais 1 x RIKIXIU
Rikixiu como se lê?
pornuncia-se sempre igual?

ainda bem que é polemico
POrque não sendo academico
nem quero que alguém se rale. 

Autor: Alexandre Ferreira

domingo, setembro 11, 2011

Festa







A festa começa agora
O espumante já jorra
Jorram beijos roubados
Jorram sorrisos tímidos
Sorrisos Soltos, alargados
Caricias que se fazem sentir
Vão descendo como a espuma
E atingir os pés nus e descalços
Depois de banhar teu corpo e partir.


A.F.

segunda-feira, agosto 08, 2011

NOBODY IS PERFECT



Sejam grandes ou pequenas,
arrebitadas ou a cair.
As orelhas ficam bem
a quem de si prório
consegue rir...
Já nos óculos é diferente!
A escolha tem de ser acertada.
tapa os olhos de quem os usa
e de quem está a ser visionada...
O pink é arrojado?
o Vermelhão de oferecida!
Mal das que não pinta lábios
Não sabe viver a vida...
As flagrancias, é o topo
Não há barato e bom
Por nenhuns vinte Euros
Se compra perfumes Lancôme.
Já na roupa! - É diferente
Uns vestem bem e barato
outros vestem a rigor
Mas os que melhor vestem
São os selectivos na cor.
Agora falta o físico!
Esquecem lá a formusura
não há corpo perfeito
nem obrigação de altura
O cabelo manda muito
ainda mais a inteligência
o adulto só se cura
quando sai da inocência.
A.F.

quarta-feira, junho 01, 2011

CEREJAS?

Junho 

de foice em punho 
me pus a cantar... 
minha amada 
minha amante 
amante e mulher
que de mim nada quer! 
andas-me a enganar.
com raiva e inveja
comi tanta cereja 
para relaxar os sentidos 
comi horas horas a fio
Fiz sexo ao relento
com a dona do pomar
quis matar o desejo
com uma de luxo 
e cerejas no buxo...
Mas o que havia de vir!
defecar em repuxo!
desculpem a expressão 
mas de calça na mão
ainda a sofrer
rebenta o fecho.
já nem me queixo
tal a dor de barriga...
explodiu-se-me a bexiga
ainda antes de me aninhar
um estrondoso ruído 
quase me tirou o sentido
já não podia parar
e assim já sem jeito
sujo até ao peito
envergonhado 
mal cheiroso!
pensei para comigo...
salvou-se o umbigo!
mas  fora de perigo
prometi a mim mesmo.
que se lixem as cuecas 
sapatos? - há mais
mas comer cerejas? 
- hum 
acho que nunca mais.
A.F

CEREJAS?

Junho 
de foice em punho 
me pus a cantar... 
minha amada, minha amante 
amante e mulher
que de mim nada quer 
andas-me a enganar...
comi tanta cereja 
para relaxo dos sentidos 
comi horas horas a fio
fiz sexo ao relento
com a dona do pomar
quis matar o desejo
com uma de luxo 
e cerejas no buxo
defecar em repuxo
desculpem a expressão 
mas de calça na mão
ainda a sofrer
rebenta o fecho
mas eu já nem me queixo
tal a dor de barriga...
explodiu-se-me a bexiga
ainda antes de me aninhar
um estrondoso ruído 
quase me tirou o sentido
já não podia parar
e assim já sem jeito
sujo até ao peito
envergonhado 
mal cheiroso!
pensei para comigo...
salvou-se o umbigo!
mas  fora de perigo
prometi a mim mesmo.
que se lixem as cuecas 
sapatos? - há mais
mas comer cerejas? 
- hum 
acho que nunca mais.
A.F

CITADO POR ISABEL