POESIA DE ALEXANDRE FERREIRA

Aluguei esta casinha pequenina sem telhado e sem paredes... toda ela uma janela aberta ao mundo. Cada visitante que aqui vem, ao sair não se esqueça de levar o meu muito obigado, o meu abraço o meu beijo ......O meu C A R I N H O

quarta-feira, junho 01, 2011

CEREJAS?

Junho 
de foice em punho 
me pus a cantar... 
minha amada, minha amante 
amante e mulher
que de mim nada quer 
andas-me a enganar...
comi tanta cereja 
para relaxo dos sentidos 
comi horas horas a fio
fiz sexo ao relento
com a dona do pomar
quis matar o desejo
com uma de luxo 
e cerejas no buxo
defecar em repuxo
desculpem a expressão 
mas de calça na mão
ainda a sofrer
rebenta o fecho
mas eu já nem me queixo
tal a dor de barriga...
explodiu-se-me a bexiga
ainda antes de me aninhar
um estrondoso ruído 
quase me tirou o sentido
já não podia parar
e assim já sem jeito
sujo até ao peito
envergonhado 
mal cheiroso!
pensei para comigo...
salvou-se o umbigo!
mas  fora de perigo
prometi a mim mesmo.
que se lixem as cuecas 
sapatos? - há mais
mas comer cerejas? 
- hum 
acho que nunca mais.
A.F

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CITADO POR ISABEL